Os Homens do Presidente

“Lamento profundamente quaisquer danos que possam ter sido causados ​​no curso dos eventos que levaram a esta decisão” 

A frase anterior é parte do discurso de renúncia de Richard Nixon, 37º presidente dos Estados Unidos, na decorrência do Caso Watergate, o escândalo político que abalou a sua administração. O denominado Caso Watergate teve início em meados de 1972 e terminou em Agosto de 1974, com a resignação do então presidente.

Desse célebre caso resultou o magnífico filme Os Homens do Presidente, de 1976.

Este filme conta a história de um jovem e inexperiente jornalista do Washington Post, Bob Woodward, encarregue de fazer a cobertura jornalística da, então considerada, pequena invasão da sede nacional do partido Democrático.

Porém, o desenrolar da investigação levada a cabo por Bob Woodward, juntamente com Carl Bernstein, revelou uma complexa teia de espionagem política. Os dois acabam por descobrir a sequência de acontecimentos que os levará até à Casa Branca e ao escândalo Watergate, que conduziu à destituição de Richard Nixon.

O filme foi realizado pelo renomado Alan Jay Pakula (1928 – 1998), realizador, argumentista e produtor norte-americano, e contou com os esplêndidos desempenhos de Robert Redford (n. 1936) e Dustin Hoffman (n. 1937) nos principais papeis — nomes a que voltaremos a falar, tal a grandeza e a excelência dos seus contributos para a História do Cinema.

Do elenco, assinalaremos, ainda, as composições de Martin Balsam — de quem já falámos, anteriormente, a propósito de Psico! —, mas também de Jason Robards, de Jack Warden ou de Hal Holbrook, que desempenhou o papel de Mark Felt, agente do FBI, nomeado como “garganta funda”, figura chave no desenvolvimento do processo.

Sinalizaremos, ademais, que o argumento é de William Goldman, a partir do best-seller escrito pelos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein.

Notaremos, de igual modo, que esse esplêndido filme foi galardoado com quatro Óscares, nomeadamente o Óscar de melhor actor secundário, para Jason Robards, e o Óscar de melhor argumento adaptado, para William Goldman.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *