Fracções egípcias (Texto)

Servem estas breves linhas para introduzir o texto no qual falaremos de um conceito matemático cuja origem ocorreu, tanto quanto se sabe, durante o Império Médio do Antigo Egipto (c. 2055 – c. 1795 a.C.): as fracções egípcias.

No nosso texto, falaremos das três formas de escrita desenvolvidas ao longo da história do Antigo Egipto: escrita hieroglífica, a hierática e a demótica. Falaremos, obviamente, do historiador grego Diodoro Sículo. Faremos ainda uma breve referência à língua copta.

Enfatizaremos o esplendor criativo da Escola de Design, Arte e Arquitectura Bauhaus, espaço de todas as utopias onde pontificaram figuras de excelência, como, por exemplo, Wassily Kandinsky.

Não prescindiremos, de todo, da companhia de José Tolentino Mendonça, assim como da de Jorge Luis Borges, que tornarão, decerto, mais donairosa esta nossa perambulação em torno das fracções egípcias.

Falaremos da pertinência e da originalidade do olhar do filósofo sul-coreano Byung–Chul Han e celebraremos os rituais, enquanto hábitos que nos proporcionam serenidade, previsibilidade e confiança.

A propósito de algumas das maiores obras literárias que ajudaram a moldar o século XX, falaremos do admirável Em Busca do Tempo Perdido, no qual Marcel Proust discorre sobre o papel da arte e onde aborda, de igual modo, a importância das memórias afectivas. Chamaremos então até nós o poeta Álvaro de Campos, que estudou engenharia mecânica e naval na Escócia, não deixando de convidar, de igual modo, a sempre mui distinta Sophia de Mello Breyner Andresen.

Falaremos do cubismo, esse movimento artístico surgido num tempo em que despontavam muitas das vanguardas estéticas que iriam, de certo modo, conformar a arte moderna produzida ao longo da primeira metade do século XX.

Daremos nota d’A Lenda de El-Rei D. Sebastião, magnífica canção de José Cid.

Ao falarmos do movimento de contracultura que irrompeu na prodigiosa década de 1960, a partir da Europa Ocidental e dos Estados Unidos, daremos particular ênfase a 1967. Nesse ano repleto de tão marcantes acontecimentos, sinalizaremos, por exemplo, o lançamento do Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, álbum seminal dos Beatles, e uma ocorrência que, pela sua poderosa força simbólica, merece ser enfatizada: na noite de 8 de Julho, após se saber do falecimento de Vivien Leigh, as luzes de todos os teatros do West End londrino apagaram-se durante uma hora, em homenagem ao brilho que essa notável atriz emprestou ao Teatro e ao Cinema — recordemos, tão-só, os dois Óscares ganhos por si nos soberbos desempenhos nos filmes Gone with the Wind, de 1939, e A Streetcar Named Desire, de 1951.

Falaremos do Período de Amarna, que teve lugar no Império Novo, o tempo histórico em que o faraó Aquenáton, de forma surpreendente e inusitada, tentou levar a cabo “a primeira expressão clara do monoteísmo”.

Convidaremos, de modo prazeroso, o distinto neurologista António Damásio, a propósito do seu livro Ao Encontro de Espinosa. Em torno do conceito de Deus, teremos também na nossa companhia a figura da insigne Marguerite Yourcenar.

Faremos menção à Pedra da Roseta, que nos colocará, forçosamente, diante dos nomes de Pierre-François Bouchard e de Jean-François Champollion.

Daremos nota de uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo: a majestosa pirâmide de Quéops construída no período histórico do Império Antigo (c. 2686 – c. 2181 a.C.).

É obrigatório falarmos do mais ilustre soberano do Império Novo, Ramsés II, comummente apontado como um dos mais poderosos faraós do Antigo Egipto.

Ainda do Império Novo, chegou-nos o Papiro de Ani, tido como o mais primoroso exemplar conhecido do Livro dos Mortos.

Falaremos, também, de Sir E. A. Wallis Budge e, a propósito da sua obra A História Babilónica do Dilúvio e a Epopeia de Gilgamesh, sinalizaremos enfaticamente o feito extraordinário levado a cabo pelo assiriólogo autodidacta George Smith, assistente do Museu Britânico.

Daremos igualmente nota da espantosa Biblioteca Real de Assurbanipal.

A propósito das fracções egípcias, falaremos do Papiro de Rhind, do Papiro de Moscovo e de outros documentos que nos têm permitido entrever a Matemática usada no Antigo Egipto.

Teremos ainda tempo para falar de Joseph Kosma e de “Cannonball” Adderley.

Falaremos do Olho de Hórus, um símbolo no qual podemos observar dois elementos que perpassaram a história do Antigo Egipto: as fracções unitárias e a mitologia.

Encerraremos, celebrando duas figuras ímpares da cultura portuguesa que nos conduzirão ao génio da sublime Amália Rodrigues.

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